JOSÉ ANTONIO FERNANDES, o primeiro administrador de Arari



José Antonio Fernandes, o primeiro administrador de Arari, nasceu no limiar do século XIX. Era filho de Pedro Leandro Fernandes e Joana Margarida Rodrigues Chaves. De Acordo com a professora e historiadora, arariense, Marise Ericeira, no seu prestimoso livro Raízes de Arari, foi batizado em 8 de julho de 1810, no mesmo ano em que nascera, pelo Vigário Ignácio Homem de Brito. Ainda segundo a historiadora arariense, ele casou-se em 11 de abril de 1830, com Maria das Neves Rodrigues Chaves, na Matriz de Nossa Senhora de Nazaré da Ribeira do Mearim, hoje a cidade de Vitória de Mearim.


O casal teve os seguintes filhos: Maria Engrácia Fernandes, Rafael Antonio Fernandes, Inês de Castro Fernandes, Joana dos Reis Fernandes, Benedita Raimunda Fernandes, Genoveva de Jesus Fernandes, Maria da Glória Fernandes, Manoel Antonio Fernandes e Filomeno Fernandes. José Antonio Fernandes é considerado um dos homens mais importantes da história de Arari. Sua importância justifica-se devida a sua atuação no campo político e religioso do município.


Brandt e Silva, em sua obra histórica sobre Arari, intitulada “Assuntos Ararienses”, diz que o primeiro acontecimento político importante que se pode registrar na história de Arari foi o movimento liderado pelo Tenente-Coronel José Antonio Fernandes, em 1836, quando pleiteou junto ao bispo diocesano a elevação do povoado Arary ao status de curato ou capelania. Não se sabe se o prelado diocesano despachou o requerimento favoravelmente. Como para muitos, inclusive para o próprio Brandt e Silva, esse curato nunca existiu, deduz-se que a resposta ao documento de José Antonio Fernandes e outros que assinaram, nunca foi dada.


Em 1858, o bispo Dom Manuel da Silveira fez visita pastoral ao lugar Arari, hospedando-se na residência do Tenente-Coronel José Antonio Fernandes. Era de costume as autoridades e pessoas importantes hospedarem-se em sua residência à época. Este, então, aproveitou para solicitar pessoalmente ao Bispo a elevação do lugar ao status de Freguesia. Nesse mesmo ano acima citado, o governo provincial do Maranhão criou, assim, a Freguesia de Nossa Senhora da Graça do Arari. Em 1859, a freguesia recebeu o seu primeiro vigário, o padre João Francisco Coelho.


Em 1864, pela Lei Provincial nº 690 de 27 de junho, estando na presidência da Província o desembargador Miguel Joaquim Aires do Nascimento, Arari é transformado em Município, com território e freguesia na mesma sede. Um dos grandes responsáveis para que a emancipação política arariense acontecesse foi, sem dúvida, José Antonio Fernandes, com o seu protagonismo e idealismo.


Em 7 de setembro de 1864 foi realizada a primeira eleição municipal de Arari, sendo ele, o Tenente-Coronel José Antonio Fernandes, o vereador mais votado com 543 votos. Assumiu a presidência da Câmara Municipal, o que lhe garantiu a condição de primeiro administrador do município.


José Antonio Fernandes além de ter sido militar da Guarda Nacional e político influente, foi grande proprietário rural. Possuía muitas terras, como na Ilha Grande e Cedro. Homem rico, possuidor de engenho de cana-de-açúcar, o engenho HUMAITÁ. Desse modo, ele detinha também poder econômico à época. A atuação de José Antonio Fernandes foi marcante. Empreendedor nas searas política e econômica. Por esse e outros motivos, tornou-se, então, umas das personalidades mais destacadas da organização social, política e econômica de Arari nos primeiros sopros de sua vida político-administrativa.

Destaque
Tags

 2017. Adenildo Bezerra. Todos os direitos autorais reservados. 

  • Facebook B&W
  • Twitter B&W
  • Google+ B&W