O povoado Carmo e o ferro místico

 O povoado Carmo, localizado no município de Arari-MA, outrora foi uma povoação com muitos moradores e onde existiu um grande Festejo Religioso em homenagem a Nossa Senhora do Carmo. Segundo informações fornecidas pelo historiador arariense, João Francisco Batalha, o local teria sido fazenda administrada pelos frades da Ordem de Nossa Senhora do Carmo, ou seja, padres carmelitas, por volta da segunda metade do século XVIII, onde existiu, também, uma igreja (capela, hoje em ruínas) erigida em nome da Santa Senhora, e de que lá existiu, também, um Engenho de Açúcar, além da sesmaria pertencente a Manoel Maciel Parente. O povoado, hoje decadente, fica localizado à beira do grande campo do Carmo, uma das maiores áreas campestres da região.

 

A comunidade pertencia inicialmente ao município de Vitória do Mearim, mas foi anexada ao município de Arari a partir de 23 de maio de 1871, sete anos após a emancipação política do Arari, que se deu em 27 de junho de 1864. Hoje, a Capela de Nossa Senhora do Carmo está em ruínas, devido ao êxodo praticamente em massa. Ao lado das ruínas da capela, há um ferro muito pesado, que, segundo uma lenda local, ninguém consegue movê-lo.

 

Antigos moradores do local, ainda vivos, que hoje habitam em Arari ou em Vitória do Mearim, dizem que o ferro é místico. Alguns afirmam que mudam o ferro de lugar e, no dia seguinte, ele se encontra no lugar de origem, ou seja, retorna misteriosamente. O tal ferro parece ser um eixo de algum equipamento, é pesado e possui as extremidades arredondadas. Conversando com outros estudiosos locais, que se interessam pela história arariense, disseram-me que o tal ferro é uma peça do engenho que existira no lugar.

 

Para o escritor e estudioso dos assuntos ararienses, José Fernandes, a peça parece ter sido de artilharia, talvez até proveniente do velho forte instalado no Mearim no século XVIII, em localidade não registrada pela história. Acima, estampamos uma histórica foto da Capela do Carmo ainda restaurada e que, à época em que foi registrada pelo escritor José Fernandes, no fim da década de 1980, ainda recebia celebrações. A foto consta no livro “O Rio”, na página 211, do referido escritor.

 

 

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