A barulheira na casa da fazenda do Coronel Mateus Vieira

 

Segundo o geógrafo arariense, José Soares, em seu excelente livro “Ressonância de Ecos, Mateus Vieira era conceituado chefe político da época. O fato me chegou ao conhecimento através de pessoas dignas de crédito e também curiosos em desvendar o mistério, que a Natureza é capaz de criar.

 

Na casa do Coronel, as coisas não foram vistas, como acontecera nas outras, mas ouvidas por todos que lá viviam. Durante muitas noites consecutivas, na sua casa do povoado Curral da Igreja, os absurdos e fortes sons eram ouvidos como se pesados objetos caíssem sobre o assoalho da casa, deixando todos em pavorosa situação, por nada ser visto ali que justificasse as misteriosas pancadas.  

 

Logo a notícia chegou ao conhecimento de todos. Grande parte da população da Vila para lá se encaminhara no propósito de ajudar na guarda noturna e no desejo de descobrir a origem de tudo aquilo. A princípio, era de supor que as pancadas viessem de baixo. As rondas foram, então, feitas simultaneamente, em cima e embaixo do sobrado. Como nada chegou a ser definido, apesar das incontáveis noites de vigílias, sob a atenção de muita gente, os grupos se foram debandados e nada se constatou. E como nos outros casos, deixou-se também que o tempo o ocultasse, com o seu poder de tudo desfazer (SOARES, s/d, p. 63).

 

 

QUEM FOI MATEUS VIEIRA?

 

Mateus Vieira Oliveira, era conhecido no povoado Vassoural, onde nasceu e viveu, como Mateus Vossa. Rico pecuarista e Coronel da Guarda Nacional, foi prefeito de Arari entre os anos de 1925 e 1930. Segundo Brandt e Silva (1985), “Em 1925, foi escolhido para prefeito de Arari, o senhor Mateus Vieira Oliveira que governou através do seu secretário Antônio Garcia”. Mateus Vieira faleceu em 1º de janeiro de 1932, em sua fazenda no Vassoural. Encontramos registro do seu falecimento no jornal “O Combate”, em edição publicada em 4 de janeiro de 1932, disponível na hemeroteca digital da Biblioteca Nacional.

 

 

REFERÊNCIAS

 

BRANDT E SILVA. Assuntos Ararienses. Arari, Ed Notícias, 1985, p. 79.

 

SOARES, José. Ressonância de Ecos. Arari, s/d, p. 63.

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