A ponte Itapoã sobre o rio Mearim, em Arari




A grande ponte sobre o Rio Mearim, denominada de Itapoã, foi inaugurada em 12 de dezembro de 1973. De acordo com BATALHA (2011), nesse dia, chega a Arari, para inaugurar a ponte, o ministro Mário Andreazza, titular do Ministério dos Transportes, no governo de Garrastazu Médici, acompanhado de grande comitiva de autoridades, entre as quais o governador do Maranhão, Pedro Neiva de Santana e o comandante Zeven Boghossian, diretor-geral do Departamento de Portos e Vias Navegáveis. Oito aviões aterrissaram em Arari nesse dia, conduzindo autoridades estaduais e federais. O prefeito de Arari, à época, era o Sr. Benedito de Jesus Abas, Biné Abas.


Ainda de acordo com Batalha, ponte, situada no Bairro da Coréia, da cidade de Arari, foi construída pela Construtora Itapoã, tendo como engenheiro responsável o Dr. Eduardo Torres Lopes e como ajudante e chefe-de-obra o Sr. Bita Tanaka. Sua dimensão é de 10 metros de largura e 240 m de extensão, com 100 metros de vão livre, constituindo-se, na época, a terceira maior ponte em vão livre no Brasil, depois da Rio-Niterói e de outra ponte no Rio Doce, na cidade mineira de Resplendor. Portanto, o nome Itapoã é em homenagem à empresa que construiu a "ponte grande". Arari tem uma outra ponte, menor, de concreto armado, que atravessa o igarapé Nema, então, para diferenciar ambas, geralmente, os ararienses se reportam à ponte Itapoã como "ponte grande".


Pela sua magnitude, a ponte Itapoã chama a atenção dos transeuntes e, obviamente, dos ararienses. Vez por outra, alguém pergunta sobre o histórico da grandiosa construção, inclusive, sobre o verdadeiro nome da ponte. Para os ararienses, a ponte Itapoã é um cartão-postal, ponto de visitação e de lazer, uma vez que os jovens usam como trampolim durante os banhos no Mearim.


Agora, fica um alerta às autoridades locais acerca da manutenção e reparos na grandiosa ponte. É uma construção da alçada federal, todavia, serve aos ararienses, pois moradores do bairro Trizidela, do Cardoso, da Rabela e do Carmo, diariamente precisam passar pela ponte. E, depois, a BR 222, que tangencia Arari, é muito trafegada por caminhões, ônibus e demais veículos de várias partes do Maranhão e do Brasil. Milhares de pessoas precisam passar pela ponte, a fim de atravessarem o Mearim. Então, agora, em 2020, a ponte Itapoã completa 47 anos uso contínuo, e faz-se necessário uma vistoria e realização de eventuais reparos na sua estrutura.



REFERÊNCIA

BATALHA, João Francisco. Um Passeio pela História do Arari. Lithograf. São Luís: 2011, p.181.

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